Não há poesia sob as telhas
Nem na multidão de bêbados
Que caminha debaixo do céu
Nas ruas estreitas
E bafientas
Com muitas esquinas
E bares baratos
Por onde me arrastei
Como um eremita
Com o dobro das patas
De um caranguejo
E metade da sua graça
Não há poesia em nenhum pensamento
À hora a que me deito para morrer
Sentindo que sobrevivi a tudo.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Pódio
Sobe ao pódio dos teus pés
Que o prémio te sinta
Mesmo que não sejas vencedor
Te diga que o és
Canta o hino
Que aprenderes
A olhar para longe
Do que fores
Capaz
Que o silêncio
No fim
Seja murmúrio
De paz.
Que o prémio te sinta
Mesmo que não sejas vencedor
Te diga que o és
Canta o hino
Que aprenderes
A olhar para longe
Do que fores
Capaz
Que o silêncio
No fim
Seja murmúrio
De paz.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Perdi-me nas tardes de Verão
Desiste de procurar-me
Nem eu sei
Onde me perdi
Nas tardes de Verão
Onde perdi o livro
Que andava a escrever
Sobre as tardes de Verão
Em que me perdi
Antes de te encontrar
Se fosse numa ilha
Era fácil partir do princípio
De que só podia estar lá
Mas foi num continente
Que não existe
E nisto nunca irás acreditar.
Nem eu sei
Onde me perdi
Nas tardes de Verão
Onde perdi o livro
Que andava a escrever
Sobre as tardes de Verão
Em que me perdi
Antes de te encontrar
Se fosse numa ilha
Era fácil partir do princípio
De que só podia estar lá
Mas foi num continente
Que não existe
E nisto nunca irás acreditar.
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