quarta-feira, 5 de março de 2014

Horizontes


A noite tem horizontes 
De olhos doces
Como o vapor da sopa 

No inverno
Luzes astrais 

No tecto falso 
Alcance ultramoderno
Dentro de muros 

Medievais
Quem mandou construir o castelo
Não chegou a vê-lo
Dentro da noite 

A escadaria
Termina 

Num oratório 
As sombras indecisas
Sem interior
Como azulejos
Ao gosto 

Da época
Revestem 
As paredes 

Que restam.