Não colocaria o problema em termos de bem e de mal.
Mas tenho a percepção de que, historicamente, há processos que parecem confirmar que, por exemplo, o movimento dos revolucionários tende a tornar-se naquilo que combatem, e não numa alternativa, ou seja, o que achavam mal era mau porque não eram eles a fazê-lo.
Isso parece-me muito claro se pensarmos no fenómeno da (des)colonização, ou, para ser mais obsidiante, em certos comportamentos, nomeadamente, sexuais.
Carlos Ricardo Soares