O povo tem um sentido prático que chega a ser espantoso.
O povo só aprecia tragédias na tela da televisão ou do cinema.
E é capaz de trocar tudo
o que tem, incluindo a dignidade, por um pouco de paz e de misericórdia.
Para por um povo em armas é preciso que o fim do mundo já tenha acontecido nos arredores,
ou que, num arrebatamento de
soberba, sem medo, acredite numa vitória expiatória.
E, ainda assim, alguém tem que lhe dar as armas e a ordem para se defender, ou atacar.
Carlos Ricardo Soares