quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Perdi-me nas tardes de Verão

Desiste de procurar-me
Nem eu sei
Onde me perdi
Nas tardes de Verão
Onde perdi o livro
Que andava a escrever
Sobre as tardes de Verão
Em que me perdi
Antes de te encontrar
Se fosse numa ilha
Era fácil partir do princípio
De que só podia estar lá
Mas foi num continente
Que não existe
E nisto nunca irás acreditar.

2 comentários:

Paulo-Roberto Andel disse...

excelente, poeta! bravo!

Djabal disse...

As saudades dos lugares aonde nunca estivemos e o se perder sem saber, onde, quando e porquê, são domínios em que não se permitem a entrada dos descrentes. É assim, pois não? Saúdo-o com um abraço, desde aqui.