domingo, 24 de janeiro de 2010

Pódio

Sobe ao pódio dos teus pés
Que o prémio te sinta
Mesmo que não sejas vencedor
Te diga que o és
Canta o hino
Que aprenderes
A olhar para longe
Do que fores
Capaz
Que o silêncio
No fim
Seja murmúrio
De paz.

1 comentário:

Djabal disse...

Desde o pódio até a paz ao final, senti ao ler a poesia uma ligação com Georges Perec, dentre as inúmeras e belas que ele faz. Entre o pódio e a competição em nossos dias. Competir não pela diversão, mas pelo dinheiro e a conquista, e me senti só, isolado ao ler.
Mas não tanto assim. Obrigado, com abraços.