O mundo quer o tempo
cento e vinte e oito hexavós
reconhecer fragmentos
que dizer
que ter presente
sempre para limite
restar um momento
alívio de respirar
gastar tempo
tarde é nunca acontece
o que consiste
em sermos espectáculo de ninguém
inventar a parte não menor de ontem
reflexos à escala de amanhã
a vontade intérprete do fazer tudo
faz parte do tempo da mente
acolhe franca mente
o meu pensar possível
que feliz
que elo liga ao que houver
de remoto
uns olhos vêem desde algum primórdio
chegar a perspectiva do pecado
alguma vez
a existência de perdão.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
As línguas do amor
Por favor
Fala-me todas as línguas
Do amor
Que há-de haver alguma
Que eu compreenda
Se me falares só uma
Talvez a não entenda
Se houver uma escola
De línguas do amor
Ou de amor
Ou ao menos de uma das línguas
Do amor
Eu quero aprender
O amor fala todas as línguas
Que nós desconhecemos.
Fala-me todas as línguas
Do amor
Que há-de haver alguma
Que eu compreenda
Se me falares só uma
Talvez a não entenda
Se houver uma escola
De línguas do amor
Ou de amor
Ou ao menos de uma das línguas
Do amor
Eu quero aprender
O amor fala todas as línguas
Que nós desconhecemos.
sábado, 22 de agosto de 2009
Fernando Pessoa não mentia
Sem entrar em detalhes, direi, em minha modesta opinião, que toda a gente escreve com sentimento, mesmo a lista de compras. Mais ou menos sentimento, pouco importa e duvido que alguém saiba distinguir o muito do pouco sentimento. É que sentir e pensar são indissociáveis ao ponto de não haver fronteira entre um e outro. Somos capazes de pensar o que sentimos e de sentir o que pensamos.
Em certo sentido poder-se-á dizer que quem mais/menos diz que sente é quem mais mente.
Fernando Pessoa não mentia.
Em certo sentido poder-se-á dizer que quem mais/menos diz que sente é quem mais mente.
Fernando Pessoa não mentia.
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