sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O perdão

O mundo quer o tempo
cento e vinte e oito hexavós
reconhecer fragmentos
que dizer
que ter presente
sempre para limite
restar um momento
alívio de respirar
gastar tempo
tarde é nunca acontece
o que consiste
em sermos espectáculo de ninguém
inventar a parte não menor de ontem
reflexos à escala de amanhã
a vontade intérprete do fazer tudo
faz parte do tempo da mente
acolhe franca mente
o meu pensar possível
que feliz
que elo liga ao que houver
de remoto
uns olhos vêem desde algum primórdio
chegar a perspectiva do pecado
alguma vez
a existência de perdão.

4 comentários:

Alexandra disse...

Muito, muito bonito este poema e todos os outros que agora conheci... voltarei!

Beijinho.



Gostei muito da sua visita ao meu "cantinho" - obrigada!

Luísa N. disse...

Oi, passei pra dizer que o Multivias está homenageando seus parceiros amigos. Veja o post de hoje!

007BONDeblog disse...

CARLOS

Boa tarde

belíssimo poema, sobre um sentimento nobre e igualmente belo, porém verdadeiramente, raro.

Um abraço

Djabal disse...

O passar do tempo, o reconhecimento dos fragmentos, a ânsia da explicação,encontrar o pecado e eventualmente a expiação. Uma voz borgeana, andou por aqui, sussurrando-me as coincidências, bem lavradas.
Gostoso de percorrer, bom de ler, ou reler.
Grande abraço, poeta.