Blogs Portugal

sábado, 1 de janeiro de 2011

Em chamas imensas



De um fundo nocturno
Mas iluminado
Flamejam pontos
De luz
Muito distante
É tudo tão suave
E encantado
E o fogo das estrelas
Tão calmante
Que
o mar 
 Nem por um instante
Parece que não é
Gigante
A minha rua estreita
Não termina
Aqui
Na praceta
Sobre duas palmeiras
Inclinadas
Em


Chamas imensas
Drapejam ao vento
Como pavilhões em tiras
De navio encalhado

Nas mentiras.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mas do que gosto mais




Gosto de estar com a gente
De jogar e de viver
Simplesmente
Respirar
Andar pelo campo
E pela cidade
Gosto da alegria
E gosto de cantar
De recordar
Da volúpia de imaginar
E compreender
A tristeza
Do que já não existe
Da miragem
Do futuro
Mas não gosto de pensar
Que tudo
É triste
Até a liberdade
Em certos momentos
Não serve para nada
Talvez seja uma ilusão
A tristeza
Um erro
Mas do que gosto mais
É da ficção
Do meu desterro
O sofrimento de imaginar
Tantos sentidos agrilhoados
Por alguma razão
E ter como prémio
A solidão.



sábado, 18 de dezembro de 2010

Uma voz que me chama

Uma voz que se ergue
Na noite cerrada
Mais doce e mais leve
Que um grama de nada
E tão bem a ouço
À voz amada
Tão bem encanta
A madrugada
Tão bem se estende
Para o dia
Mais sede e mais fome
Que a alegria
Chama
Sabe o meu nome
Arde
E não está queimada
Mais cedo e mais tarde
Que o tempo
Cresce
E não foi plantada.
                                                                                                                                                                               

terça-feira, 30 de novembro de 2010

As coisas excedem a vida

 
As coisas excedem a vida
Por onde vou
Pela cidade desde sempre prometida
Eu passo
A vida excede as coisas
E o meu passo
Não basta à vida
Tudo o que faço
A vida excede largamente
O que não faço.