sábado, 1 de janeiro de 2011

Em chamas imensas



De um fundo nocturno
Mas iluminado
Flamejam pontos
De luz
Muito distante
É tudo tão suave
E encantado
E o fogo das estrelas
Tão calmante
Que
o mar 
 Nem por um instante
Parece que não é
Gigante
A minha rua estreita
Não termina
Aqui
Na praceta
Sobre duas palmeiras
Inclinadas
Em


Chamas imensas
Drapejam ao vento
Como pavilhões em tiras
De navio encalhado

Nas mentiras.

1 comentário:

Djabal disse...

É com um sentimento de surpresa, novidade, e agrado que termino de ler a tua última composição.
Aconchegantes os seus versos iniciais me encaminharam suaves ao final e a brusca reviravolta com a imagem bravia do navio encalhado nas mentiras. Um solavanco que me fez reler, sorrir e reconstruir mentalmente a sua feitura. Obrigado e abraços.