Conto ao meu tempo
que o meu tempo sabe
e me ensina
a felicidade infeliz
que assim foi
como dizem que assim
é
agora
ao depois que fora
apenas a voz do que
era
ninguém ignora
lança ou expande
da terra
o que a canto destina
e a terra eleva
sem tempo
escreva.
As luzes da cidade
não me deixam ver as estrelas
são como velas
que alumiam
o caminho para o céu
A chama dos pensamentos
É uma estranha dança ao espelho
Com música e tambores
Que nos ignoram
Se o pensamento é caótico
mais inábil do que o instinto
a saída
do labirinto é
(como penso)
o que sinto
Não te canses de perguntar
se as coisas têm de ser como são
se podes retribuir aos burros
todo o bem que te fazem.