sexta-feira, 20 de abril de 2012

Todo o bem que te fazem



As luzes da cidade
não me deixam ver as estrelas
são como velas
que alumiam
o caminho para o céu


A chama dos pensamentos
É uma estranha dança ao espelho
Com música e tambores 
Que nos ignoram


Se o pensamento é caótico
mais inábil do que o instinto 
a saída
do labirinto é 
(como penso)
o que sinto


Não te canses de perguntar
se as coisas têm de ser como são
se podes retribuir aos burros
todo o bem que te fazem.

1 comentário:

João Esteves disse...

Que interessante, Carlos.

Uma retribuição que nunca me ocorrera.

Grande abraço.