A cidade os campos o rio
E as colinas
Por todo o lado
Estou cercado
De beleza
E me rendo sem defesa
Às distâncias
Que berram
Do mundo
Acorda o vento
De sono profundo
As aves
Aterram
Na névoa
Dos meus olhos
Vagabundos
Erram
Não sabem
A esperança
Do poeta
Da escuridão completa
Imagina o sol
A morrer
Mas ainda vivo.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Deus
Nenhum mar me pertence
Da água saciedades
Nada mais recolho
Do pavimento
Da rua
Da rua
Às praias
Dos olhos
Dos olhos
Nenhuma estrela
Circum-navega
A cidade
A cidade
Flutuante memória
Tocada pelos ventos
Esta calma
Tem a largura da claridade
Que eu sequer soube
Pedir
A Deus
Verdade seja
A árvore
Não me pertence
O não pertencer também é
Verdade
Verdade
Que cresce e o ar agita
Pelo menos um pouco
Do que parece
É
Um pouco do que desejamos
Que fosse
Acontece.
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