sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Deus


Nenhum mar me pertence
Da água saciedades
Nada mais recolho
Do pavimento
Da rua
Às praias
Dos olhos
Nenhuma estrela
Circum-navega
A cidade
Flutuante memória
Tocada pelos ventos
Esta calma
Tem a largura da claridade
Que eu sequer soube
Pedir
A Deus
Verdade seja
A árvore
Não me pertence
O não pertencer também é
Verdade
Que cresce e o ar agita
Pelo menos um pouco
Do que parece
É
Um pouco do que desejamos
Que fosse
Acontece.

2 comentários:

cduxa disse...

Caro Carlos soares

A esta profusão tão delicada de poesia, parece-me que tudo o mais que se diga estraga este sublime sentimento. Parabéns.
Um Xi.

Djabal disse...

"Waterfall
Nothing can harm me at all
My worries seem so very small
With my waterfall
I can see
My rainbow calling me
Through the misty breeze"

Enquanto leio suas poesias, essa poesia invadiu o meu espírito.
Deve haver uma ligação, entre o não pertencer como sendo verdade, e o pouco que desejamos acontencendo. Paz. Abraços.