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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Pensar o sentir/ sentir o pensar

Ai de nós se a intensidade com que pensamos fosse proporcional à intensidade com que sentimos e vice-versa! 
A nossa dor ou alegria dura algum tempo, às vezes menos do que desejaríamos, e depois funciona como memória ou lembrança em que pensamos. 
Se assim não fosse, éramos capazes de festejar um golo da nossa equipa no início do jogo e, sem parar de festejar, ainda o estarmos a fazer quando o jogo terminasse com a nossa equipa a perder. 
Ou, constantemente, chorarmos porque a todo o momento alguém sofre injustamente.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Como esta chuva que cai

E nesse tempo distante
A que houvesse de voltar
Ninguém me peça que cante
Nem me lembre de cantar

Não me peçam que não chore
Só me apetece chorar
Nem esperem que tudo ignore
Porque me quero lembrar

Passei metade da vida
A fugir da confusão
Mas não encontro saída
Da solidão

Eu não confio em deuses
Quem confia no diabo?
Sigo só como os ateus
Mas não sei como é que acabo

Olho para os meus desertos
Como um lagarto olha o mundo
Estar com os olhos abertos
É o que há de mais profundo

Como esta chuva que cai
Como este corvo crocita
Como esta gente que trai
Princípios em que acredita.

Tutela perniciosa

Das inúmeras variáveis que é necessário sopesar e ponderar para um conhecimento do sistema de ensino/educação, que existe, mormente com alunos e professores no centro das pressões, a aguentar forças centrípetas e centrífugas, assim muito esquematicamente, refiro os decisores políticos, que se assumem, inquestionavelmente, como os senhores (donos) disto tudo.
       E nada há de mais errado no sistema de ensino/educação.
Este tem condições para estar, e deveria estar, emancipado, há muito, dessa tutela tão perniciosa quão perversa.

Carlos Ricardo Soares