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sexta-feira, 18 de maio de 2018

A humildade

A humildade, a verdadeira humildade e não a estratégica, manhosa e venenosa, com que alguns hipócritas, retorcidas víboras, ostentam aclamadas virtudes para disso tirarem proveito à custa de lorpas=humildes=estúpidos=submissos, é um capital de que se faz uso apenas quando se quer e com quem nos aprouver, ou, por engano, para proveito dos tais répteis. 
A humildade não é uma virtude e não pode ser uma virtude porque a chamada humildade do arrogante ou do prepotente, é uma estratégia de domínio e a chamada humildade do humilde ou do dominado, é uma condição. 
Discutir qualquer assunto na base da humildade ou da arrogância, não me parece que faça sentido. 
A humildade e a arrogância não fazem parte das equações. Assim como o tom de voz. 
Mas se chamam arrogante a quem não ouve nem quer ouvir e humilde a quem ouve e quer ouvir, o caso muda de figura. 
É diferente falar para um arrogante ou para um humilde.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Robots humanos robots

Embora o assunto seja muito técnico, a avaliar pelo que sabemos do poder e eficiência das calculadoras, dos sistemas informáticos de localização e de identificação de sinais e dos computadores que jogam melhor do que os humanos, para já não falar nos aviões que voam mais e melhor do que os pássaros, etc., é mais provável que os humanos se transformem em robots do que os robots em humanos.

sábado, 14 de abril de 2018

Já não sinto, nem penso, só sofro, mas resisto?

Se eu pudesse escolher sentir tudo o que pensasse seria enlevante como as arquiteturas mais ousadas que nos aquietam os ânimos numa interpretação do mundo que acreditamos já ter sonhado e temos diante de nós ainda melhor realizada. 
Mas todo o sentimento profundamente nosso parece suscitar imensa cobiça ou perturbação em redor, porque nos deixa exacerbadamente sensíveis a perturbações, tornando tudo mais insuportável.
Se eu pudesse escolher sentir, amava, amava tanto mais umas coisas quanto mais odiava outras…
Se eu pudesse escolher pensar não sei o que pensava, talvez pensasse em tanta coisa que não me interessava, mas como não posso escolher, penso que me interessa…
Se eu pudesse escolher fazer sei o que queria, mas não saberia fazer…
Se eu pudesse escolher dizer o que diria?

O mundo torna-se muito pequeno quando cais dentro de um buraco 
e só te resta esperar que alguém por acaso caia nesse buraco sem querer e te encontre.
A tua sorte é a fonte das maiores alegrias, 
mas saber lidar com isso pode ser um problema.
Não foi o mar que fez os barcos nem os barcos que fizeram o mar 
e os barcos engolem o mar de um modo muito mais interessante do que o mar engole os barcos. 
As palavras não são o que nos faz falar, 
as palavras são o que nos prende 
àquilo de que gostaríamos de dispor livremente.