quinta-feira, 3 de julho de 2014
Frustrações de um sonhador
Com sol na vidraça
Da aurora baça
A horas tardias da tarde
E da noite
Escrevo palavras e frases
Que aspiram a ser
Textos
Por mais que os torça
De pequeninos
Como os pepinos
Não passam disso
Frustrações de um sonhador
Que envelhece
A ver
O que acontece.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Uma voz que se ergue
Uma voz que se ergue
Na noite cerrada
Mais doce e mais leve
Que um grama de nada
E tão bem a ouço
À voz amada
Tão bem encanta
A madrugada
Tão bem se estende
Para o dia
Mais sede e mais fome
Que a alegria
Chama
Sabe o meu nome
Arde
E não está queimada
Mais cedo e mais tarde
Que o tempo
Cresce
E não foi plantada.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Venenasas
Esta certeza é efémera como todos os brilhos
Como as chamas arrefecem nas órbitas
De monstros venenasas
Ruínas de castelos que já foram no ar
Sobranceiros a campos
Onde são matagais
Cemitérios onde adros já foram festivos
Esta tristeza desmemoriada do que foi alegria
Ao compasso de todas as músicas
De todas as marchas não reeditadas
E dos silêncios sobrevindos
De todos os sinos
De todos os tempos
Tratados de filosofia
À espera
De um cérebro que os pense
Até à próxima explosão do Universo
Que não precisa da ciência
Nem de contexto histórico
Como a minha morte
Para acontecer
Sou fútil e distraído
Como as estrelas brilham
Como um ébrio enquanto não adormece
Trato de banalidades
Porque já é aquilo que há-de vir a ser
Eu já nasci morto.
domingo, 15 de junho de 2014
Mas o tempo passou
Desta vez lembrei-me do cavalo
De um tempo que não passava
Isso sim era tempo
Eu não temia
Aventurava
E cada noite
E cada dia
Mais gostava
Do meu cavalo
Que pedi aos saltimbancos
E mo deram
Ou sem que eu saiba
Mo compraram
Na feira mais bonita
E mais saudosa
Em que estiveram
As pessoas menos sorumbáticas
Da história
Mas o tempo passou
E o meu cavalo
Não gostou
E morreu.
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