O silêncio não tem hora
Mas tem becos
Onde mora
Ninguém
Casas com tectos
Sem portas
A horas mortas
Nem tectos tem.
Não te sintas à beira do abismo
Se te oferecer dinheiro
Como
Se te oferecesse beijos
Não te zangues
Se te convidar
Na paisagem esquecida e bravia
Da tua alma
A tornares-te desesperadamente
Consciente
Da tua nudez
Dando-me beijos
Como
Se me oferecesses dinheiro.