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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sonhar quem és


Não chegarás a conhecer-te se não 
Sonhares quem és nem pátria 
Nem história te dirão nada 
Do que vês
Nenhum poema será o poema
Da esperança de ser
A tua vez
A única verdade
Que a tua razão não é capaz
De ignorar completamente
Faz de ti infinitamente mais
Do que um oceano a quem falas
Como se fosse o teu irmão morto
Que tão pouco morreu
E sequer ouve
Quando o invocas por tu
E no eco da tua voz
Encontras as palavras perdidas.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Perdi-me nas tardes de Verão


Desiste de procurar-me
Nem eu sei 
Onde me perdi
Nas tardes de Verão
Onde perdi o livro
Que andava a escrever
Sobre as tardes de Verão
Em que me perdi
Antes de te encontrar
Se fosse numa ilha
Era fácil partir do princípio
De que só podia estar lá
Mas foi num continente
Que não existe
E nisto nunca irás acreditar.