Estamos à beira de qualquer coisa que não sabemos o que é
E não é noite
Fitamos o curso da vida e que aprendemos?
Com um sufoco de revolta na garganta
Não nos abraçamos
Ouvimos o canto dos pássaros
E blasfemamos
Temos as mãos próximas
E não as damos
Porque preferíamos que as estrelas
Não existissem
Tristes muito tristes vamos
Desconfiados das próprias sombras
Se amamos
Não nos lembramos
Se estamos vivos?
Estejamos
Porque temos medo
E raiva e ódio e desespero
A morte é pouco menos que isso
E arremessamos palavras
Para que não se faça silêncio.
sábado, 11 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Conquistador
Recostei-me para pensar
Que os mansos dominarão a terra
E acabei deitado a falar sobre a morte
Para um gravador das câmaras
De vigilância da minha própria solidão
Dúvidas há quanto ao ressonar
Que se confunde com o desumidificador
Mas não quanto ao sonhar
Como um montanhista que tivesse caído
Pela garganta de um desfiladeiro
Ouvindo o desespero do próprio eco
E chorasse um choro verdadeiro
O momento em que falece
O conquistador
O momento da verdade
A derrocada estrondosa
De quantos quiseram impor
A sua vontade.
Que os mansos dominarão a terra
E acabei deitado a falar sobre a morte
Para um gravador das câmaras
De vigilância da minha própria solidão
Dúvidas há quanto ao ressonar
Que se confunde com o desumidificador
Mas não quanto ao sonhar
Como um montanhista que tivesse caído
Pela garganta de um desfiladeiro
Ouvindo o desespero do próprio eco
E chorasse um choro verdadeiro
O momento em que falece
O conquistador
O momento da verdade
A derrocada estrondosa
De quantos quiseram impor
A sua vontade.
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