sábado, 14 de maio de 2011

É por seres como és



é por seres como és
que te sinto
imensidão
deserto
instinto
tão perto
de um labirinto
aberto
tão certo
que acredito
nos teus olhos
de um escuro infinito.

2 comentários:

Salete Cardozo Cochinsky disse...

Caro Carlos
Que suavidade e leveza. As palavras deslizam criando e re-criando "seres" que se multiplicam mas mesmo assim são singulares e fazem sentidos.
Um abraço

Djabal disse...

o máximo da expressão com o mínimo da impressão, são duas poesias com sotaque japonês entrelaçadas, onde o labirinto, o infinito, são conjugados pelos de um, dominado pelo da outra. magnífico, eu senti, se eu posso dizer.