sábado, 26 de fevereiro de 2011

Entrego-me à noite

 

É o que sei
Se não o melhor
É o que faço
Entrego
À noite
O meu pedaço
De escuro
Afogo no seu regaço
A estrada
Sem regresso
A lado nenhum
Murmuro
E adormeço.

3 comentários:

Tere Tavares disse...

Carlos,
Um poema cuja beleza nos faz sorrir. Como se não chegasse ao final da leitura.
Parabéns.
Abraço

Djabal disse...

Por estas plagas e praias rareiam recaços. E quando aparecem apenas estimam a luz e a certeza.
Bela poesia, meu amigo. Bela e emotiva. Abraços.

cduxa disse...

Carlos Soares

Tornar simples as coisas transcendentes é o que se propõe neste poema. Gostei muito.