Não me digas que não
Que é cedo ou tarde
Não me fales por enigmas
Embora eu não me canse
Não me digas que não
Que eu não mereço
Ou então não digas nada
E dá-me o que te peço
Podes crer que sou
O único sobrevivente
Não
Eu não sou um desertor
Das refregas de amor
Das mil e uma noites
Se nos virem abraçados
Não te lembres de morrer
E se nos virem deitados
Não te lembres de dizer
Ajudem-nos a levantar
Porque estão caídos.
Carlos Ricardo Soares
2 comentários:
Entrego-te algum Mário Quintana, encontrado nas minhas caminhadas de flanando por aí:
"E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém – ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são…"
São os mesmos sabores.
Abraços.
Um sujeito poético que se desconstrói nos agridoces da vida.
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