sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A força do vento

Sobre as águas tristes do lago
O pálido clarão da tarde de Inverno
Lembra-me a mais triste de todas
Algures na Primavera
Ou no Verão
Ou no inferno
Num pano de fundo viscoso
E macerado
O cheiro a pólvora queimada
No ar estagnado
E o poeta
Como uma esfinge morto
De um único pensamento
estava absorto
Com a força do vento.

3 comentários:

Vanda Paz disse...

Confesso-te:
não gosto de vento...shiuuuuu

Beijo

Tere Tavares disse...

O poeta, será mesmo(?) feito para resistir a todas as imtempéries.
Se há poesia há tempo bom!
Abraços

Djabal disse...

Consegui refazer o trajeto, e imaginar-me em uma posição semelhante e senti as mesmas sensações, com a especificidade do meu único pensamento.E, por fim, não ouvi o imperativo do decifra-me...
Creio que o decifrei.
Abraços, meu amigo. Muitos e sempre.