sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sinto-me feliz

Sinto-me feliz por não encontrar palavras
Desnecessárias
Por não haver socorro para as vulgares certezas
E por acreditar que é belo o dia
Que colho como fruto imperecível
De tempos que excedem todas as fronteiras
De que há memória
Sinto-me feliz porque tenho ódios e amores
Abomino todos os piratas
E todos os terroristas
No auge da batalha sinto-me feliz
Mesmo temendo perder a vida
Admiro os magnânimos.

5 comentários:

Djabal disse...

Mais acima, muito mais acima é a visão dos magnânimos. Ela percorre os tempos e deu seu exemplo. Narrou o imemorial tempo, relatado na prosa Borgeana. Sua poesia é alegre, bem mais alegre, e solta. Com qualidade ímpar. Bastar perder o temor a vida, para conhecer o valor libertador da batalha. Será? Grande abraço.

Canta AMBiente disse...

Bonito! Muitas vezes palavras são tão somente desnecessárias!
Angélica

Ana Guimarães disse...

Sinto-me feliz porque te admiro, poeta amigo!

Tere Tavares disse...

Essa felicidade é, sem dúvida, magnânima. A batalha também.
Beijos

Rosemari disse...

CArlos

Um poema que traz a tônica da felicidade transmitida em versos ricos e profundos de beleza incontestável.

beijos