sábado, 4 de julho de 2009

Em certas horas

Em certas horas a (va)idade
É outra
Asa desbotada
De um enigma
Que os olhos embals(amam)
Em certos olhos a pena
Vale mais a pena
Do que uma resposta
Que a vida exige (à gente)
Em certas respostas os amigos
Brilham no firmamento novo
De uma distância
Que a rádio não prop(r)aga
Em certas distâncias o tédio
É surdo
Centro imperfeito
De um círculo
Que fecha contigo fora
Em certos círculos o melhor
É o que não pode
Vender
Nem ser comprado
Que é a fraqueza mais forte
Em certas compras a pessoa
Aliena solidão
E silêncio
Em troca de uma verdade
Pior.

3 comentários:

Canta AMBiente disse...

Gostei does poemas...em certas horas o silêncio avança na ausência...
Angélica

Tere Tavares disse...

Que verdade pior pode haver do que a uma resposta sentida como pena, em que, mesmo ao obetê-la, sente-se estar de fora.
Amigo Carlos, os significados que inaguras no jogo das palavras é pluralidade, imagem e sentimenro, concreto e abstrato em perfeita sincronia. Parabéns

Djabal disse...

Se pudéssemos ver o Homem, talvez o compreenderíamos. Abraços.