segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O poeta declara por sua honra


O poeta declara por sua honra
Que não sabe 
Onde ouvirás sinos de palavra
Se nos sulcos de mãos limpas
Ou se é pouco ou nada estares
Disponível para azares
Se não os procurares

Que por envergares traje
E barrete napoleónicos
Ainda menos figura fazes
Do que uma cavalgadura

Que quem espera ser servido
Só conhecerá os manjares
Do que é requerido

Se o esperar é muito mais
Que o desdenhar
Incomparável é procurar

Que ao sábio se consinta 
Invocar cepticismo
E que aos demais 
A ignorância
Seja tolerada…
… … … … … 

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