terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mas o tempo passou

Desta vez lembrei-me do cavalo
De um tempo que não passava
Isso sim era tempo
Eu não temia
Aventurava
E cada noite
E cada dia
Mais gostava
Do meu cavalo
Que pedi aos saltimbancos
E mo deram
Ou sem que eu saiba
Mo compraram
Na feira mais bonita
E mais saudosa
Em que estiveram
As pessoas menos sorumbáticas
Da história
O tempo passou
E o meu cavalo
Não gostou
E morreu.

.

2 comentários:

Paulo-Roberto Andel disse...

Muito bom, poeta. Parabéns!

Djabal disse...

Uma elegia ao tempo, à ousadia, diferente daquela que nossa amiga comum Ana Guimarães comentou em seu último artigo, que recomendo.
A sua é mais travessa, mais alegre,e o final, não nos entristece, nos prepara para o próximo. Felicidades.