segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Do céu à terra


Eu olho
Da terra para o céu
Não do céu para a terra
De mim para tudo
Nada me encerra
E não levo
O mundo
Ele é que me leva
E é
No mundo que escrevo
E me encontro contigo
Que faço o que devo
Que calo
Que digo
Não imaginas
Como te sinto
Ausente
A falta que fazes
De manhã à noite
Como se os versos
Não fossem remédio
E nesta cidade
Não houvesse gente.


3 comentários:

Tere Tavares disse...

Crer que há benefícios nas obras das palavras - é sim um alento - mesmo que de solidão, mas uma solidão revestida de solitude.
Abraço Carlos.

cduxa disse...

Lindo.

Djabal disse...

Gosto da sensação que fica ao se ler. Alguma orfandade e sã inveja por não ser o detentor dos achados do amigo autor. Os sentimentos descritos são de uma obra de Henri James, através do viés luso, latino, romano. Abraços.