terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os aniversários das estrelas


Quando pelas noites de verão
Sem iguais
Caminhava olhando para o firmamento
Ouvia no escuro dos matagais
Silêncios entrecortados
Pelo meu pensamento
Criança como era
Porém sem medo
Fantasiava o céu
Sentia já a aurora
Na aragem que agitava o arvoredo
Nenhum espectáculo a esse
Se compara
Digam o que disserem
Coisa rara
As estrelas sabiam
Que eu não tinha idade.

2 comentários:

Madalena Barranco disse...

Carlos, querido,

Os poetas têm as estrelas como amigas e, por conseguinte, nos liberam do "tempo". Belíssimo poema...
Beijos da amiga.

Djabal disse...

As estrelas sabiam que somos feitos do mesmo pó enamorado.
Os poetas sentiam. Os silêncios denunciavam. E a poesia cantou.

E como cantou: As estrelas sabiam/Que eu não tinha odade.
É magnífico.

Grande abraço.