sábado, 28 de novembro de 2009

As palavras que me dizes

Como é belo saber ver
Dos horizontes sem fim
Dos dias que vi nascer
O que há dentro de mim
Que deita tudo a perder
Se não sei para onde vou
Como é belo compreender
Que o tempo nunca parou

Nas portas que vi abrir
Da terra que nós pisamos
Como é belo descobrir
Verdades que já erramos
Mas são do sol e da chuva
E dessa canção do vento
Que nos toca e nos ajuda
Com seu belo andamento

Como é belo acreditar
E em perfeito juízo
Não expulsar do paraíso
Aquele que o criou
É tão belo compreender
Que o amor lança raízes
Como é belo ouvir dizer
As palavras que me dizes.

3 comentários:

Salete Cardozo Cochinsky disse...

Caro,
Uffa! Reconhecer essas verdades, fatos, reais, simbólicos, imaginários, indubitáveis, o que subjetivado é re-criado na poesia, proporciona uma grande leveza e inspirada na gratidão pela vida.
Também sou grata.
Abraços

Tere Tavares disse...

Uma canção de puros lumes, entra no coração e amplifica o pensamento. Como é belo poder ler algo tão bem escrito.
Felcidades, muitas.

Djabal disse...

As coisas simples, as verdades, o passar do tempo, o paraíso que pode ser descoberto, são reconhecidas em um determinado tempo. Parece que ninguém o percorrerá por nós. Apenas o poeta pode deixar registrado seu momento de sabedoria. Mas, quem sabe? Quem sabe elas se descubram perante nós, extasiados leitores? Abraços.