terça-feira, 8 de setembro de 2009

TU

Vais ao rio por onde escoam
Inexoráveis erosões do olhar
As melancolias que têm beleza
Para nos fazerem felizes
Sobem ao céu
E delas nos lembramos sob as estrelas
Enquanto tecemos redes
De luar de caminhos
De saudade
Às horas fugitivas
Alcançamos a verdade
Que era do mar
Em ventos transformados
Desejos e pensamentos
Libertos no meu coração
Ciladas
De tantos hinos impossíveis
Dos milagres em mim
Como o tempo das flores
Que nos colhem
Nos ilumina.

3 comentários:

Tere Tavares disse...

Os deuses tem essa mesma dimensão inauferível que passa invariavelmente por nossos desejos à ausência de algo. Presença, entretanto, não falta quando se verseja, nem quando se lê.
Beijo amigo. TT

Djabal disse...

Outro dia, lia os comentários de um poeta, que dizia: A poesia não é para mostrar um sentir, mas nos livrar dele.
Confessava minha incompreensão, e agora, lendo-o, percebo o quanto aquele tinha razão, declamando estes daqui.
Algo que se libertou de mim, e agora pertence aos leitores, assim eu me permito classificar sua composição.
Grande abraço.

Vanda Paz disse...

Este poema toca e mexe e torna a mexer...

Beijo