domingo, 5 de junho de 2016

Maldito dever


Acabei por ter de fazer
o que nunca quis
deixar a estrada
o caminho que fiz
a fantasia da natureza
amada
com seus relógios
de sol e de lua
e de água
seus ritmos de frio
calor e chuva
e trovoada
seus perigos selvagens
encantos e miragens
em troca de nada
deixei tudo
que me fazia feliz
porque tinha de ser.
Maldito dever.


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