sábado, 7 de dezembro de 2013

Sei

Sei o imenso sol laranja
Seio que roça a minha face
Aos poentes fatais

Me engano eu
Que nada mais
Me engana

O brilho dos teus olhos doces
O fogo entre nós
Funde-nos como se fosses
A boca da minha voz

Sei os
Teus seios
Na paisagem desfocada
Das respostas difíceis
Às interrogações da luz

Mas não sei o peso
Das palavras que digo
Depois de ser salvo
Por esse silêncio
Desconhecido.

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Entre as coisas que sabemos e as que desconhecemos navegamos num mar de infinitas perguntas.
O sentido e a força das palavras que dizemos cada vez mais me confunde