segunda-feira, 8 de março de 2010

Abraçado a uma puta

A luz fraca não deixava ver a cor das flores
O mofo fantasma da rua da morgue
Entranhado nas asas de bronze
Do anjo triste como o horizonte
Perguntava sem ironia
Que andava ali a fazer
Enamorado da alegria
Enamorado triste
Sem esperança
Abraçado a uma puta
Que fazia acreditar
Que ainda havia
Mistérios a desvendar.

3 comentários:

Djabal disse...

São múltiplos os sentimentos, conversava com um amigo hoje, dizendo que existem poetas que são gastrônomos dos sentimentos. Oferecem os mais variados para nosso gáudio.
Hoje como presente temos um ambiente cinzento, sorumbático, morgue e mangue combinando com mistérios. Grande, meu amigo. Abraços.

Layara disse...

Intenso esses versos.

beijo e Paz em tua jornada.

Paulo-Roberto Andel disse...

sempre excelente, poeta!

braxxxx