Se, por um lado, o liberalismo económico e, por outro, o liberalismo político, funcionaram em determinadas condições históricas
e deixaram de funcionar noutras, deve-se lamentar a imprevidência humana em não ter corrigido as agulhas, em não ter percebido que o esquema era o mesmo mas os problemas eram outros.
Os modelos político-económicos que levam à prosperidade, paradoxalmente, costumam ser os mesmos que precipitam nas crises, levando os mais ingénuos a perguntar por que razão se abandona um modelo que proporcionou tanto progresso.
As condições alteram-se e isso altera tudo.
Os modelos político-económicos que levam à prosperidade, paradoxalmente, costumam ser os mesmos que precipitam nas crises, levando os mais ingénuos a perguntar por que razão se abandona um modelo que proporcionou tanto progresso.
As condições alteram-se e isso altera tudo.
Se o planeta Terra não sofresse as agressões e desequilíbrios que está a sofrer tão violentamente pela ação do homem
focada numa exploração económica desenfreada e devastadora, o liberalismo continuaria a ser muito bom e todos poderíamos acalentar o sonho americano (em vez do pesadelo).
O pragmatismo de um analfabeto de há cem anos já lhe permitia vaticinar e até antever os limites das realidades e perceber as aberrações a que pode conduzir a liberdade, seja política, seja económica.
O pragmatismo de um analfabeto de há cem anos já lhe permitia vaticinar e até antever os limites das realidades e perceber as aberrações a que pode conduzir a liberdade, seja política, seja económica.
A liberdade enquanto condição não se reconhece muito no conceito de liberdade, nem este naquela, porque justamente, ela é algo físico,
corpóreo, com consequências adjacentes, com externalidades negativas, é ativa, é um agente, é um sujeito que não quer ser objeto. Por exemplo: o que é a liberdade para uma pessoa
destituída de poder? E o que é a liberdade para uma pessoa com poder? É igualmente liberdade?
E nesta génese de Deus o homem foi significando a religião, as religiões, com os mais variados objetivos, práticos e teóricos, tornando-as em caldos de superstições e de contradições e de sistemas políticos e normativos.
Jesus Cristo parece ter tido uma visão muito clara de que as religiões, incluindo a judaica, eram uma espécie de pseudociências de Deus. Quem soubesse a cassete do "jargão" religioso, sentia-se habilitado a falar disso como um sábio.
Infelizmente, Jesus Cristo não foi devidamente compreendido. Ele era o mais revolucionário ateu numa cultura de pseudociências de Deus. Ele foi o mais lúcido, contundente e demolidor adversário e inimigo dessa cultura.
Mas os próprios cristãos, o cristianismo, os poderes políticos, a igreja católica, trataram de o interpretar e de o integrar no velho sistema de pseudociências de Deus, como se ele fosse mais um, embora diferente e melhor.
E, mais grave do que isso, endeusaram Jesus Cristo. Ao endeusá-lo estavam a endeusar a própria Igreja, o que veio a revelar-se catastrófico, e a destruir, desvirtuando-a e deturpando-a, a grande mensagem de Jesus Cristo contra as religiões enquanto pseudociências de Deus.
O que poderia ter sido um imenso movimento de iluminismo antecipado e fulgurante, verdadeiramente libertador, acabou por ser absorvido em sistemas de mais pseudociências de Deus.