Sobre o vale nada ecoa uma distância os horizontes uma luz antiga como a espera um crepúsculo de recolher os gados derradeiros Camões é primavera está a chover uma chuva que a nós visita do que era eternidade que é agora sabemos que há mortos por todo o lado mais vivos do que a própria saudade e vivos sem liberdade mais mortos do que era de esperar neste tempo de venalidade atroz que rouba sonhos como quem rouba ouro que não derrete e o que pode acontecer é o que mais promete.
Há mais mortos que vivos
ResponderEliminarMuitos vivos vivem a morte
Nestes dias
Que a vida lhes deu por sorte.