Pequeno almoço com janelas
Para um quadro
Com milhares de anos
É assim que pensas
É assim que dizes
O momento
A mulher ao lado
Está doente
E o homem ao fundo
Está a escrever no guardanapo
Para o outro mundo
Já se faz tarde
E temos pela frente
Um dia para visitar museus
Dormimos pouco
Mas estou contente
Tu fazes-me sentir vivo
Num mundo de memórias
De imensas coisas mortas
Fazes-me sonhar
E não devia ficar triste…
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ResponderEliminarSie, die Leichte, drückte die Erde kaum
ResponderEliminarWieviel Schmerz brauchte es, bis sie so leicht
ward!
Leve, ela não fez pressão sobre a terra
Quanta dor foi preciso para que ficasse tão
leve!
O seu poema , imediatamente, trouxe-me este outro, de B.Brecht, que atrevo, publicar em pequeno trecho.
Ambos emocionantes ao tratar do fim que nos aproxima a todos nós.
Alterei o texto, desculpe-me, a pressa atrapalhou a clareza.
Grande abraço.
Caro Poeta,
ResponderEliminarfascina-me este poema,
este quadro, fundamente meditativo, que o poema pinta,
espécie de ecfrásis do pensar
a brevidade, a irrefutável fragilidade dos momentos, mesmo
os que a memória sedimenta, mesmo os que o sonho promete.
com admiração,
filipe