terça-feira, 23 de junho de 2009

Entre o outro mundo e este

A mais oblíqua paleta
da tristeza mais perpétua
à alegria mais espontânea
é o poço do diabo

O diabo tem medo
e não passa pincéis
na rua do enxofre

Espalha matizes
de mar salgado
no que é mais breve
esse pano
de fundo
de que se veste

E vai com alguém
que não conheceste
de braço dado
entre o outro mundo
e este.

Carlos Ricardo Soares

4 comentários:

  1. Oi carlos

    Na verdade en nós sempre existe dois mundos. O diabólico que é aquele nos divide e o que nos torna salgados, tristes, mas que é apenas o pano de fundo.
    Seu poema é profundo como sempre.

    Um abraço
    Rose

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  2. Meu amigo poeta, intriga-me demais observar o funcionamento da existência.
    Explico. Acabo de escrever uma história, ela conta exatamente o que você poetou. Claro, você está mais adiantado, já soube como ele funciona e trabalha. Eu apenas fui apresentado àquela que não conheço, e tampouco sabia que ela daria o braço para acompanhá-lo. Ao ler, a minha emoção aumentou, purificou a beleza e destilará, minhas pobres letras. Um grande abraço.

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  3. Meu amigo poeta, intriga-me demais observar o funcionamento da existência.
    Explico. Acabo de escrever uma história, ela conta exatamente o que você poetou. Claro, você está mais adiantado, já soube como ele funciona e trabalha. Eu apenas fui apresentado àquela que não conheço, e tampouco sabia que ela daria o braço para acompanhá-lo. Ao ler, a minha emoção aumentou, purificou a beleza e destilará, minhas pobres letras. Um grande abraço.

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  4. Carlos,
    Parece mesmo não haver uma veste que permita uma única visão: entre o mundo que se conhece e o que nos impulsiona conhecer, mesmo em matiz menos correto, pois que dual.

    Beijos

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