sexta-feira, 22 de maio de 2009

O poeta declara por sua honra

O poeta declara por sua honra
Que não sabe
Onde ouvirás sinos de palavra
Se nos sulcos de mãos limpas
Ou se é pouco ou nada estares
Disponível para azares
Se não os procurares

Que por envergares traje
E barrete napoleónicos
Ainda menos figura fazes
Do que uma cavalgadura

Que quem espera ser servido
Só conhecerá os manjares
Do que é requerido

Se o esperar é muito mais
Que o desdenhar
Incomparável é procurar

Que ao sábio se consinta
Invocar cepticismo
E que aos demais
A ignorância
Seja tolerada…
… … … … …

5 comentários:

  1. Carlos

    Bom dia

    Uma bela poesia para ser lida nessa manhã de sábado.

    Um abraço

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  2. Uma forma inextinguível, ao contrário senso, de fazer uma declaração de amor à busca do conhecimento. A felicidade está ali, não nele propriamente dito. Algumas imagens são gloriosas como o sino de palavra ou o sulco de mãos limpas. A capacidade de encontrar os sons musicais, combinado com elas me extasiou. Você pode dizer que nem tudo que tem forma se extinguirá. Abraços, meu amigo.

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  3. Suas poesias sao sempre lindas!

    Abs,

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  4. Carlos,
    Que sejam os ares os nossos malabares...de onde haverá sempre o canto audível ao coração do poeta. Beijos

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  5. Carlos
    Por isso a poesia. Ela, essa é em si o que se propõe.
    Bravamente apontar para o desejo de fazer com suas própria ideias e mãos seu próprio sustento sem desejar alguém como "capacho, trampolim, comandado".
    Beijos poeta

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