Blogs Portugal

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Há horas e momentos


Há horas e momentos
Que te sinto
Tão perto que te abraço
E tu não estás
E ainda assim
Imagino como és doce
Sorris 
E os beijos
Que és capaz

Há horas e momentos
Que te sinto
Tão longe mas tão certo
Que virás
Que canto e danço
E brinco
Como imagino
Que serás


Há horas e momentos
Que me sabem
À mínima distância
Entre nós 
Ir além de ti
O que separa
Nem tempo tem
Para o conseguir


Há horas e momentos
Que me sabes
Mais quente
Que a promessa
Que farás
Mais presente de futuro
Se a razão do tempo

Tanto faz

Há horas e momentos
Cruciais
Causa(dores) do universo
Em expansão
De tão plenos
Da falta que me fazes
Senão de ser humana
Esta paixão

Há horas e momentos
Tão profundos
Fechados em abismos
Tão carnais
Que a alma
Em ânsias de refúgio
Ecoa juramentos
Imorais

Há horas e momentos
Que contemplo
À sombra das aves
Que passarem
A solidão
Sem exemplo
Dos sonhos
Me abandonarem.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mas o meu poema agora é outro


Não me falta a música íntima
nem a emoção que renasce
das cinzas
tenho memória ínfima
mas lembro tanto
que o agora imenso
é muito mais do que sou
entre margens de um rio
que as não tem
eu canto.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Sinto que fui longe de mais



É no regresso
às origens
à terra mitológica
da infância
que eu sinto
que fui longe
de mais
na distância
e é por isso
que não consigo
regressar
aonde eu penso
que ficou
a ânsia de voltar
quando decidi
deixar para trás
quanto possuía
e parti
para o desconhecido
com a alma
cuja solidão
desconhecia.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Ao luar


Ao luar
tudo é sonho
e tudo é verdade
triste
de uma saudade
que ninguém disse
o rio é sonho
o barco é de ouro
triste
a cidade em que me despedi
já não existe.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Canção do que cansa


A dança

quem não dança

esperança

cansa

razão

mais do que não

amar

cansa

descansar

viver

contar

dinheiro

comer beber dormir fugir sofrer

ganhar

perder

cansa

não pensar

 

mas pensar

cansa.