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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amor todos os dias




Ao sopro do mar
Soltas os cabelos
Ao sol
O teu sorriso
Sem vergonha
O vento
(Ou os meus dedos)
Solta o laço
Das tuas qualidades
Mais não faço
Que procurar
Uma justificação
Para a vida.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Do céu à terra


Eu olho
Da terra para o céu
Não do céu para a terra
De mim para tudo
Nada me encerra
E não levo
O mundo
Ele é que me leva
E é
No mundo que escrevo
E me encontro contigo
Que faço o que devo
Que calo
Que digo
Não imaginas
Como te sinto
Ausente
A falta que fazes
De manhã à noite
Como se os versos
Não fossem remédio
E nesta cidade
Não houvesse gente.


sábado, 29 de janeiro de 2011

O meu amor por ti



O meu amor por ti
Não é de perguntas
E de respostas
Não é estado
Nem condição
Triunfo  
De coisa nenhuma
Canção
Por ti
Meu amor
Incrível flor
Sem terra
Que se abre
Débil
Esperança no deserto
Mais que o eco
Sobrevive  
A certezas
Costumadas
Às palavras
Ao vento
À canção
Que mais ninguém ouve.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mas o tempo passou

Desta vez lembrei-me do cavalo
De um tempo que não passava
Isso sim era tempo
Eu não temia
Aventurava
E cada noite
E cada dia
Mais gostava
Do meu cavalo
Que pedi aos saltimbancos
E mo deram
Ou sem que eu saiba
Mo compraram
Na feira mais bonita
E mais saudosa
Em que estiveram
As pessoas menos sorumbáticas
Da história
O tempo passou
E o meu cavalo
Não gostou
E morreu.

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