Eu nunca te disse adeus
Não saberia fazê-lo
Alguma vez
Parti
Como parto sempre
Triste
E sem esperança
Por necessidade
Muito mais
Do que por vontade
Na morte
Tropeço
Na vida
Não há regresso.
terça-feira, 30 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Inspiro-me
Inspiro-me nas lágrimas
Ao vento me queixo
Ao vento grito
A minha pena
Sem descanso
Agito
Inspiro-me nos sorrisos
Ao céu me dou
Ao céu profundo
Canto
Do mundo
Inspiro-me nos gestos
Miro a traição
Do informe
Escrevo
A denúncia
Inspiro-me nos campos
Sem futuro
Com raízes
Transcendentes
Inspiro-me na eternidade
Que é
Não compreendo
O mistério do ser
E do sendo
Inspiro-me na música
Que não soa
No silêncio
Deixado por tudo
Que amei
Inspiro-me…
Ao vento me queixo
Ao vento grito
A minha pena
Sem descanso
Agito
Inspiro-me nos sorrisos
Ao céu me dou
Ao céu profundo
Canto
Do mundo
Inspiro-me nos gestos
Miro a traição
Do informe
Escrevo
A denúncia
Inspiro-me nos campos
Sem futuro
Com raízes
Transcendentes
Inspiro-me na eternidade
Que é
Não compreendo
O mistério do ser
E do sendo
Inspiro-me na música
Que não soa
No silêncio
Deixado por tudo
Que amei
Inspiro-me…
terça-feira, 23 de junho de 2009
Entre o outro mundo e este
A mais oblíqua paleta
da tristeza mais perpétua
à alegria mais espontânea
é o poço do diabo
O diabo tem medo
e não passa pincéis
na rua do enxofre
Espalha matizes
de mar salgado
no que é mais breve
esse pano
de fundo
de que se veste
E vai com alguém
que não conheceste
de braço dado
entre o outro mundo
e este.
da tristeza mais perpétua
à alegria mais espontânea
é o poço do diabo
O diabo tem medo
e não passa pincéis
na rua do enxofre
Espalha matizes
de mar salgado
no que é mais breve
esse pano
de fundo
de que se veste
E vai com alguém
que não conheceste
de braço dado
entre o outro mundo
e este.
Carlos Ricardo Soares
Subscrever:
Mensagens (Atom)