terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ainda o encanto


Ainda as tuas mãos
ainda a tua voz
ainda o jeito sagrado
de seres profana
como nós.


sábado, 7 de novembro de 2015

Não sou daqui


Quando morro
nunca 
é para sempre
já morri mil vezes
mil
e o que me liberta
é sempre
 a mais insuspeita
das insignificâncias
talvez a foz de um rio
onde há um porto
que é lisboa
em mim
a partir
de antigamente
para sempre
porque sim.