sexta-feira, 8 de maio de 2009

Desafios

As árvores de braços caídos
Sem vontade de céu
Onde estão
Rendidos
A uma paz de enterro
Que nos atormenta
Na fragilidade
De névoa matinal
De uma paisagem
Que flutua
Sobre tantos desafios
Uma haste
E uma bandeira a meio
Ladejando a estrada
Não sou eu que penteio
É o vento
Que agita a sacada.

6 comentários:

  1. E ainda assim estas aí meu caro poeta Carlos.
    Nem sempre podemos prever o tempo, suas condições e ao que ele nos reporta. Mas vem a reação e consegues criara um símbolo importatísimo.
    Beijos
    Salete

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  2. Olá Salete!

    Eu sei que, felizmente, a minha infelicidade consiste tão-só em sentimentos de revolta e de incorformismo pelas injustiças e desgraças a que assisto. Mas tenho uma faceta de contra-poder que me é visceral, que me incompatibiliza com a arrogância «retórica» dos políticos.
    Obrigado pela visita e pelo atento comentário.
    Beijos.

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  3. Carlos,
    A bandeira que tremula, a das palavras, tem sempre um eco, mesmo que pareça, por vezes não fazer som algum. E podemos protestar usando-a.
    Abraços

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  4. Olá Tere,

    é sempre com agrado que me chega um comentário teu, mas mais ainda nesta fase de "diáspora" do GO, em que ficamos deslocados. Aos poucos nos adaptaremos a novas estratégias de comunicação.
    Abraços

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  5. Existe uma expressão em chinês que diz sobre a poesia sem poesia, de alguma espécie. "É um graveto seco."
    Falar de árvores sem vontade, névoa e vento dá a sensação de secura e da falta da poesia, mas não é o seu caso. O vento salvador que agita, nos salva da melancolia dando valor correto ao sorriso como contraponto da tristeza. Só assim ele é apreciado de verdade. Meus parabéns, poeta. Abraços.

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  6. Djabal,

    você é um excelente crítico. De cada vez que comenta, acrescenta e valoriza com seus comentários, parecendo óbvio que não está a enriquecer mas apenas a reconhecer a ideia força.
    É exemplo do que pode ser a crítica e um privilégio ler o que escreve.
    Abraço.

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